REVISTA ANEFAC

Edição 191 Março, Abril, Maio


Perspectivas Econômicas

O Brasil vai crescer em 2018?

Por Roberto Vertamatti e Jorge Augustowski*

As perspectivas continuam positivas quando falamos da economia brasileira. Na visão do Fundo Monetário Internacional (FMI), conforme divulgado em abril, a alta do PIB do Brasil em 2018 deve alcançar 2,3% e 2,5% em 2018 e 2019, respectivamente. Porém, a performance do país ainda estará muito aquém da média global e das economias emergentes.

O cenário político já está causando seus reflexos negativos. Infelizmente o quadro atual de candidaturas (ainda a serem confirmadas) não tem animado a população em geral, bem como os agentes econômicos. Continuamos com baixo investimento. Além disso, a total indefinição de candidatos comprometidos com as reformas tem desanimado qualquer retomada mais concreta dos investimentos. A seis meses das eleições, as propostas dos pré-candidatos não são claras. Os mesmos ainda estão se furtando de discutir os grandes temas da economia – tendência que provavelmente deverá perdurar até o segundo turno das eleições.

A recuperação do emprego ocorre vagarosamente. Devemos criar este ano no Brasil algo como 2 milhões de novas micro e pequenas empresas, a maioria individuais. Já a geração de empregos com carteira assinada deverá preencher algo como 1 milhão de novas posições de trabalho. Em paralelo, a tendência mundial é de que o emprego formal perca espaço para outras formas de atuação.

No âmbito das reformas, as possíveis foram feitas, o que acabou criando um clima melhor para a economia. O teto de gastos, a reforma trabalhista, as legislações sobre a terceirização etc., apesar da resistência em alguns setores como sindicatos e judiciário, vieram para ficar. Temos a lamentar que a principal delas, a da previdência, ainda não foi aprovada, mas, inexoravelmente acontecerá. Embora saibamos que não seja suficiente para resolver todos os problemas, uma vez que temos também uma grande dificuldade com as estruturas públicas do nosso país. Como sabemos, elas são enormes e pouco efetivas, sendo este um grande problema de governança que gera entraves ao crescimento econômico. A solução definitiva passará por uma mudança geral do Estado, uma redução importante dos gastos com a máquina pública, tanto no executivo quanto no legislativo e no judiciário.

Quadro geral e perspectivas:

v Teremos uma ligeira recuperação em 2018 do volume de crédito na economia. O nível de desemprego vai continuar caindo ligeiramente ao longo do restante do ano, bem como os salários deverão registrar um leve crescimento real em relação a 2017.

v Os investimentos em infraestrutura ainda serão baixos para o restante do ano. As agências reguladoras continuam sujeitas à interferência política, afetando sua independência, fato que acomete a atração de investimento, que requer segurança jurídica e regulatória.

v Em função do quadro atual, levando em consideração que acabamos de atravessar a pior crise dos últimos 30 anos, a perspectiva é que a nossa economia ainda deverá registrar um crescimento mais consistente em 2018, podendo chegar a um crescimento do PIB de 2,3% a 3%, conforme mencionado.  

v No médio prazo, uma faceta positiva deste período de turbulência, desmonte e tragédia de desemprego que atravessamos, é a de que, assim que ocorrer a retomada do investimento, muitas empresas já possuem projetos de atualização tecnológica, tornando-as mais competitivas no mercado interno e internacional.

v No cenário internacional, as incertezas estão diminuindo em relação à Coréia do Norte, com perspectivas melhores de entendimento com os Estados Unidos e Coréia do Sul. A gravidade da situação na Venezuela, com um governo ditatorial e desumano, continua afetando politicamente a América Latina. Com relação ao Oriente Médio, particularmente a situação da Síria, ainda é uma preocupação pela instabilidade que gera entre os Estados Unidos e Rússia.  

v As commodities, importante pauta de exportação do Brasil, continuarão tendo uma ligeira recuperação nos preços, diante do cenário atual.    

*Roberto Vertamatti e Jorge Augustowski são conselheiros da ANEFAC




EDIÇÕES ANTERIORES
Edição 190 Novembro/Dezembro

Administração Os impactos das novas leis trabalhista e da terceirização no cenário empresarial.
Edição 189 Setembro/Outubro

Entrevista Wagner Rosário, ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União, vê construção de um novo paradigma nas relações público-privadas.


REALIZAÇÃO

SÓCIO MANTENEDOR

APOIO




ANEFAC Congresso ANEFAC Troféu Transparência Profissional do Ano Pesquisa de Juros Associe-se Contato
São Paulo

(11) 2808-3200

Rua 7 de Abril, nº 125 - Cj. 405 - 4º andar - República
São Paulo - 01043-000


eventos@anefac.com.br
Rio de Janeiro

 (11) 2808-3200




Campinas

(11) 2808-3200




Curitiba

 (11) 2808-3200




Salvador

 (11) 2808-3200





© ANEFAC. Todo o conteúdo deste site é de uso exclusivo da ANEFAC. Proibida reprodução ou utilização a qualquer título, sob as penas da lei. All rights reserved. Site desenvolvido por Acessa Brasil Internet