REVISTA ANEFAC

Edição 191 Março, Abril, Maio


Profissional do Ano

Os melhores no pódio

Conheça a trajetória dos executivos agraciados com o Prêmio ANEFAC Profissional do Ano 2017, que a partir desta 33ª edição tem nova categoria: Jovem Destaque, voltada àquele que contribui de forma significativa para o crescimento da empresa onde atua

 
Por Nancy Assad
 
A 33ª edição do Prêmio ANEFAC Profissional do Ano avaliou os profissionais de quatro categorias:
Finanças, Administração, Contabilidade e Jovem Destaque. Para concorrer, os candidatos foram
indicados pelos associados da entidade e, posteriormente, avaliados por um comitê que envolve desde
o presidente da associação até jurados convidados. “Instituímos esta premiação como forma de
reconhecimento incondicional àqueles que contribuem com o progresso do Brasil”, diz Edmir Lopes de
Carvalho, Presidente da ANEFAC.
 Este ano, os olhares são para Natan Szuster (Professor Titular – UFRJ), na categoria Contabilidade;
Geraldo Luciano Mattos Jr. (M. Dias Branco), na categoria Finanças, e Carlos Tilkian (Estrela),
na categoria Administração. Alessandra França (empreendedora e fundadora do Banco Pérola)
venceu na categoria Jovem Destaque.
 A Revista ANEFAC conversou com os agraciados para saber a sua visão sobre o Prêmio, conhecer
a trajetória de vida e carreira de cada um deles, entre outros temas. Vale lembrar que a premiação
acontece durante o 20º Congresso ANEFAC 2018, de 17 a 20 de maio, em Porto de Galinhas (PE).

 CATEGORIA CONTABILIDADE

NATAN SZUSTER, PROFESSOR TITULAR – UFRJ

 RA – Pode nos contar sobre a sua trajetória profissional?

NS – Sou Graduado em Contabilidade pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, Mestre e Doutor pela Universidade de São Paulo (USP). Frequentei, ainda, por um ano, a University of Illinois at Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, experiência que garantiu à minha formação uma perspectiva internacional da Contabilidade, exatamente no momento que esta aumentou sua importância no Brasil, com o processo de Convergência das Normas Contábeis. Tive influências marcantes, tanto na vida profissional quanto acadêmica. Entre elas, destaco o Professor Eliseu Martins, meu eterno guia, e Amauri Zerillo, que foi diretor de Controle da Companhia Florestal Monte Dourado e do Grupo Globo.   

 RA – O que é mais importante além de uma excelente formação acadêmica e experiência?

NS – O profissional deve acompanhar as evoluções da humanidade. Acredito que entender o comportamento da sociedade e manter o bom relacionamento com as pessoas de diversos setores profissionais sejam boas práticas para compreender melhor o mundo onde a contabilidade se desenvolve, sempre com ética.

 RA – O que recomenda para aqueles que estão no início da carreira visando atingir um nível profissional de excelência?

NS – Estudo e dedicação constantes, além da consciência de toda profundidade e beleza da contabilidade, sem nunca esquecer sua importância para a sociedade. O ponto central é procurar considerar que a contabilidade é uma atividade de prestação de serviços e todas as entidades, assim como as pessoas físicas, precisam para alcançar seu desenvolvimento.

 RA – O que 2017 representou em sua carreira? E a sua expectativa para 2018?

 NS – Para muitos profissionais da Contabilidade, 2017 representou a aplicação do texto dos Pronunciamentos CPC 47 – Receitas e CPC 48 - Instrumentos Financeiros, em diferentes empresas. Estes textos exigiram grande estudo e julgamento do melhor tratamento contábil aplicável em cada uma das transações ocorridas. Para este ano, o principal desafio para os profissionais de contabilidade será a aplicação do Pronunciamento CPC 06 - R2, sobre o leasing, além do estudo, frequente, da aplicação das novas normas que a cada dia surgem.

 RA – Qual sua principal contribuição para a trajetória da companhia?

NS – O estudo, principalmente, do Pronunciamento CPC 47 foi muito interessante e demonstrou a grande importância da Contabilidade, inserida diretamente nos negócios da empresa. A integração com a atividade operacional bem como o debate multiprofissional foram fundamentais.

 RA – O que essa premiação significa para você?

NS – O prêmio não é apenas meu, mas de cada profissional da contabilidade que procura sempre desenvolver seu trabalho enaltecendo sua profissão.

 RA – Qual a importância da inteligência artificial para a contabilidade?

NS – No mundo disruptivo, todas as atividades econômicas estão sendo impactadas pelas mudanças da tecnologia. A contabilidade sempre esteve ao lado da tecnologia. A forma de processamento dos dados, hoje, é completamente diferente de quando comecei a atuar, na década de 1970. Os desafios são enormes, mas tenho certeza que os profissionais vão saber se adaptar. A utilidade poderá crescer ainda mais, pois a capacidade de geração e análise de informações contábeis será ainda mais veloz e eficiente.

 CATEGORIA FINANÇAS

GERALDO LUCIANO MATTOS JR., VICE-PRESIDENTE DO GRUPO M. DIAS BRANCO

 RA – Pode nos contar sobre a sua trajetória profissional?

GM – Comecei minha vida profissional no Banco do Nordeste, onde ingressei muito jovem, aos 14 anos. Foi uma grande escola profissional que me proporcionou conhecimentos e o exercício de valores importantíssimos no meu desenvolvimento. Após 18 anos exercendo diversos cargos naquela instituição pública, passei a compor os quadros do Grupo M. Dias Branco, onde pude, ao lado de um valoroso grupo de grandes profissionais, contribuir para tornar a empresa uma grande expressão econômica na vida empresarial do País.

 RA – O que é mais importante além de uma excelente formação acadêmica e experiência?

GM – É preciso saber montar uma equipe com os profissionais certos, nos lugares certos, proporcionar os meios adequados para o desenvolvimento da equipe e dos trabalhos, acompanhar os resultados e conscientizar-se de que o bom desempenho é função da força do coletivo.

 RA – O que recomendaria para aqueles que estão em início da carreira?

GM – Recomendo que eles procurem, sempre, aliar conhecimentos técnicos na área financeira à uma base de formação em ciências humanas, além de se dedicarem ao trabalho, aproveitando as oportunidades surgidas e buscando sempre novas experiências.

 RA Qual o destaque de sua atuação profissional em 2017? E as expectativas para 2018?

GM Em vez de destacar um feito individual, prefiro ressaltar a atuação de todo o time de lideranças da empresa, que de forma harmônica e objetiva permitiu que a empresa atingisse seus objetivos. Com relação a 2018, como iniciamos o ano fechando uma grande aquisição, a expectativa é atingir uma integração destes ativos de forma rápida e eficaz.

 RA – O que essa premiação significa para você?

GM – Para mim e para meus familiares, é motivo de muito orgulho receber um prêmio conferido por uma instituição séria e confiável como a ANEFAC, representando um grande estímulo e reconhecimento. Em poucas palavras, uma sensação de que valeu a pena o esforço. Iniciativas como esta são muito importantes porque motivam todos os executivos a desempenhar, com mais dedicação, a árdua tarefa de gerir pessoas para obter bons resultados.

 RA – Como você enxerga o uso de tecnologias para o avanço das empresas e profissionais?

GM – A inteligência artificial é um tema de alta relevância e que pautará o futuro das empresas e dos profissionais. Entendo que ela transformará a vida das empresas, das pessoas e da sociedade, mudando as relações sociais, o trabalho, o emprego e a política de segurança social. No entanto, precisamos ter um olhar especial para o ser humano, a razão de existência da vida.

 CATEGORIA ADMINISTRAÇÃO

CARLOS TILKIAN, PRESIDENTE DA ESTRELA

 RA – Pode nos contar sobre a sua trajetória profissional?

CT – Sou formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, e logo entrei no programa de trainees das indústrias Gessy Lever Ltda, hoje Unilever, onde permaneci por 17 anos, tendo trabalhado nas áreas de marketing e vendas, nas divisões de alimentos, sorvetes e higiene e beleza. Meu último cargo foi de diretor de vendas da divisão Elida Gibbs. Uma experiência maravilhosa, em uma empresa que sempre incentivou seus gerentes a pensarem o negócio como se fosse seu, um grande estímulo ao “intrapreneur”. Em 1993, me transferi para a Brinquedos Estrela, como vice-presidente, em 1995 fui promovido a presidente e em 1996 assumi o controle da empresa, por meio de uma operação de managing buy out. Após 25 anos, continuo na presidência da empresa.

 RA – O que recomendaria para profissionais que estão no início da carreira visando atingir um nível profissional de excelência?

CT – Sempre trabalhar com entusiasmo, procurar estar muito bem informado sobre o que ocorre no mundo, em sua área de atuação, pensar sempre fora da caixa e propor coisas novas para a sua empresa.

 RA – O que 2017 representou em sua carreira?

CT – Foi um ano muito especial para mim, quando a Estrela completou 80 anos de atividades no mercado, marca histórica e difícil de ser alcançada, em especial para empresas nacionais. Um grande momento de satisfação pessoal e profissional, principalmente ao constatar que nestes últimos 25 anos, talvez os mais difíceis, dei uma pequena contribuição para que a empresa se mantivesse inovadora, competitiva e gerando empregos. Exatamente em função disto, tomamos medidas importantes. Primeiro, a abertura de uma unidade industrial no Paraguai, com o objetivo de reduzir as importações de brinquedos acabados da China e gerar um maior número de empregos no Mercosul. Segundo: a decisão de abrirmos a Editora Estrela Cultural, para completar nossa missão de, não só levar entretenimento às crianças, mas, acima de tudo, ser um veículo para o estímulo ao desenvolvimento, sociabilidade e educação. E, por fim, um projeto inovador e arrojado de uma linha de cosméticos infantis, que será lançada no final de maio deste ano, em uma loja própria, no Morumbi Shopping, em São Paulo.

 RA – Qual a sua expectativa para 2018?

CT – Tenho uma boa expectativa para este ano. A maioria dos indicadores econômicos mostra uma melhoria significativa e acredito que, em algum momento, esta melhora será sentida no consumo, aumentando as vendas de produtos e serviços, o que estimulará uma maior geração de empregos. Talvez o maior impacto possa ocorrer em 2019, dependendo de quem for eleito presidente e qual seu plano para a economia.

 RA – O que essa premiação significa para você?

CT – É uma honra ter meu trabalho reconhecido por uma entidade tão importante, um incentivo extra para continuar trabalhando na busca de uma gestão inovadora, com foco nos nossos consumidores e com mais determinação para superar as dificuldades. Para os colaboradores da Estrela, um estímulo adicional para vencer os desafios sem abrir mão de princípios éticos e morais. Este prêmio não é individual, mas fruto de um trabalho entusiasmado de toda nossa equipe de colaboradores.

 RA – Você e sua empresa estão relacionados à inteligência artificial?

CT – Estamos, todos, muito atentos à inteligência artificial, ao seu impacto no nosso mercado, na nossa empresa e na nossa relação com os clientes. É uma ferramenta moderna que possibilita um conhecimento aprofundado dos consumidores, permitindo oferecer produtos mais adequados a eles, promoções que façam sentido, em função das características socioeconômicas. É uma ferramenta que deve ser usada com muita ética e sempre com o conhecimento das pessoas.

 CATEGORIA JOVEM DESTAQUE

ALESSANDRA FRANÇA, EMPREENDEDORA E FUNDADORA DO BANCO PÉROLA

 RA – Pode nos contar sobre a sua trajetória profissional?

AF – Iniciei minha carreira como estagiária em uma organização não-governamental (ONG), o Projeto Pérola, que apoiava jovens da periferia de Sorocaba na inclusão digital. Na época, eu tinha 16 anos e ganhei uma bolsa para estudar em um colégio particular, em troca ministrava aulas de informática. Fiquei nessa ONG por oito anos, nos quais pude observar o crescimento da mesma de três para 300 funcionários. Lá, passei por todos os setores, chegando à diretoria. Foi então que participei de um concurso de planos de negócios, realizado por uma organização chamada Artemísia. O concurso selecionaria cinco empreendedores com ideias de planos de negócios e daí surgiu a ideia do Banco Pérola (crédito para empreendedores) e fui selecionada. Atualmente, o Banco Pérola conta com um fundo aprovado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e já apoiou milhares de empreendedores. Hoje, sou formada em marketing, com MBA em Gestão de Pessoas e em Finanças com Ênfase em Banking.

 RA – O que é mais importante além de uma excelente formação acadêmica e experiência?

AF – Resiliência, habilidades interpessoais, foco e orientação para resultados.

 RA – O que recomendaria para aqueles que estão no início da carreira visando atingir um nível profissional de excelência?

AF – Tenham sempre disponibilidade e humildade para aprender, independente da função que inicie na empresa.

 RA – O que 2017 representou em sua carreira? E a sua expectativa para 2018?

AF – Foi um ano de muita superação, no qual assinamos um importante acordo de crescimento e que passei à liderança deste importante acordo para o Fundo Pérola. Para este ano, a expectativa é de concretização dos acordos firmados em 2017 e crescimento.

 RA – Qual o destaque de sua atuação profissional em 2017?

AF – Liderança de um importante projeto para o Pérola. Todos os acordos junto aos reguladores, apoiadores, gestores, implantação de um importante projeto do qual dependia a sustentabilidade da organização.

 RA – Qual a sua principal contribuição na área onde atua?

AF – Uma das inovações da Associação de Crédito ao Empreendedor Pérola, Banco Pérola, foi apoiar no desenvolvimento do um fundo de investimento de direitos creditórios, FIDC, um dos poucos fundos que operam com microfinanças do país. Além disso, iniciamos o projeto com poucos recursos, ou seja, para existir é necessário resiliência, eficácia, atenção aos detalhes e, sem dúvida nenhuma, aprender finanças todos os dias.

 RA – O que essa premiação significa para você?

AF – É o reconhecimento de muito trabalho, realização, fortalecimento e muita alegria. Esse tipo de iniciativa é muito importante, fortalece, principalmente, jovens e mulheres inseridos em um mercado que ainda é conservador.

 RA – Você, sua empresa e seu trabalho estão relacionados à inteligência artificial?

AF – Inteligência Artificial, não. No entanto, o Fundo Pérola está cada vez mais digital: as operações de crédito acontecem em um portal, as assinaturas são digitais, os papéis estão sendo eliminados e estamos estudando formas da análise de crédito ser, em parte, por meio de aplicativos que levam em consideração dados estruturados e não-estruturados. O mundo está mudando e rápido com a revolução digital, mas acredito também que sempre existirá espaço para pessoas que se adaptem a ele.





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