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Decisões com números são melhores

Os gestores brasileiros costumam tomar decisões que não estão fundamentadas em números

Por Tiberio Rocha Junior*

Os gestores brasileiros costumam tomar decisões que não estão fundamentadas em números. Essa é uma verdade dura mas que precisamos encarar. Eles costumam fazer uso da experiência, da intuição e da referência para decidir, mas nem sempre estes recursos são suficientes para colocar a empresa no rumo certo. Não é raro encontrar empresas que entraram em dificuldades por causa de decisões tomadas desse jeito. As decisões brasileiras precisam melhorar para que as empresas melhorem e com elas a economia.

Existe uma conjuntura que favorece essa forma de agir, formada pelo excesso de confiança, pela falta de tempo e pela falta de disponibilidade dos dados. Muitos apoiam-se sobre maneira da experiência e no poder do cargo. Adotam um modelo do tipo “sempre foi assim”, mas o passado quase nunca é igual ao presente e ao futuro, pois novas variáveis estão sendo incorporadas todos os dias. A plataforma de vivências anteriores ajuda muito mas gera confiança em demasia, e esta confiança faz com que os números sejam muitas vezes negligenciados. A correria do dia a dia também é outro fator que inibe a consulta e a análise numérica.

A ditadura da urgência tem sérias consequências sobre a qualidade do funcionamento das organizações e sobre as decisões que nelas são tomadas. Frequentemente falta tempo para tomar decisões mais racionais e fundamentadas. Mas além disto, faltam dados disponíveis e acessíveis. Muitos gestores queixam-se disso inclusive. As informações não chegam na hora que deveriam chegar. As vezes quando chegam não são consistentes e eles não tem outra alternativa. Terminam decidindo com o que possuem no momento.

Além disso, na falta de melhores indicadores, usam a decisão por referência, de acordo com as condutas que outros gestores estão tomando. Este modelo é do tipo “fulano faz eu também vou fazer” e favorece ao efeito manada. O problema é que cada empresa tem a sua peculiaridade e apesar da grama do vizinho ser sempre mais verde, as vezes ela não serve.

As empresas que possuem mais familiaridade com os números, possuem melhores desempenhos. As industrias possuem um viés mais numérico do que as prestadoras de serviço e não é à toa que existem menos desperdícios nas primeiras do que nas segundas. Os números servem como referenciais fáceis de guardar na memória e possuem o mesmo significado para todos, ao contrário das palavras que dependem do conceito que cada um possui delas.

Eles facilitam o controle porque através deles podemos estabelecer padrões, metas e limites inteligíveis. Podemos acompanhar o resultado. Os números quando bem construídos, são portos seguros em meio aos maremotos do mercado.
Quanto mais os gestores brasileiros fizerem uso dos números em suas decisões, melhores eles serão. Poderão elevar o patamar decisório que costumam ter no ambiente empresarial, quase como um algoritmo fixo que foi implantado sem suas cabeças.

Por ele, as vendas devem sempre ser levadas ao máximo, quer seja aumentando o preço ou a quantidade. E por outro lado, os custos e despesas devem sempre ser minimizados, levando a junção desses dois movimentos ao aumento do lucro. Não que isso não seja importante, mas acontece que gerir uma empresa hoje em dia, vai mais além do que esta conta feita na venda da esquina, há muitos anos atrás.

Tiberio Rocha Junior é associado da ANEFAC.









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