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Taxas de juros voltam a ser elevadas pela quarta vez no ano

A pesquisa de taxas de juros das operações de crédito da ANEFAC – Associação Nacional de Executivos de Finanças Administração e Contabilidade apurou que a quarta elevação no ano no mes de agosto, sendo a maior desde novembro do ano passado.

Para o coodenador de estudos economicos da entidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, a elevação pode ser atribuída ao último aumento da Taxa de Juros Básica (Selic) promovida pelo Banco Central, de 8,50% ao ano para 9,00% ao ano. As taxas médias de juros de crediário por estado também subiram, com destaque para o aumento de Brasilia e a continuação do Paraná como de maior taxa anual. Veja detalhes no quadro abaixo.  

Pessoa Física

Das seis linhas de crédito pesquisadas, uma se manteve estável (cartão de crédito-rotativo) e cinco foram elevadas (juros do comércio, cheque especial, CDC-Bancos-financiamento de automóveis, empréstimo pessoal-bancos e empréstimo pessoal-financeiras). A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma elevação de 0,03 ponto percentual no mês (0,65 ponto percentual no ano) correspondente a uma elevação de 0,55% no mês (0,72% em doze meses) passando a mesma de 5,48% ao mês (89,69% ao ano) em julho/2013 para 5,51% ao mês (90,34% ao ano) em agosto/2013 sendo esta a maior taxa de juros desde novembro/2012.

Pessoa Jurídica

Das três linhas de crédito pesquisadas, todas foram elevadas no mês. A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma elevação de 0,03 ponto percentual no mês (0,51 ponto percentual em doze meses) correspondente a uma elevação de 0,96% no mês (1,14% em doze meses) passando a mesma de 3,13% ao mês (44,75% ao ano) em julho/2013 para 3,16% ao mês (45,26% ao ano) em agosto/2013 sendo esta a maior taxa de juros desde novembro/2012.

Taxa de juros x Selic

Considerando todas as reduções e elevações da taxa básica de juros (Selic) promovidas pelo Banco Central desde julho/2011, tivemos neste período (julho/2011 a agosto/2013) uma redução da Selic de 3,50 pontos percentuais (redução de 28,00%) de 12,50% ao ano em julho/2011 para 9,00% ao ano em agosto/2013. Neste período a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 30,87 pontos percentuais (redução de 25,47%) de 121,21% ao ano em julho/2011 para 90,34% ao ano em agosto/2013. Nas operações de crédito para pessoa jurídica houve uma redução de 15,77 pontos percentuais (redução de 25,84%) de 61,03% ao ano em julho/2011 para 45,26% ao ano em agosto/2013.

PERSPECTIVAS PARA OS PRÓXIMOS MESES

Para Miguel Ribeiro de Oliveira, tendo em vista os atuais indicadores de inflação mostrando pressões inflacionárias, bem como o fato do índice oficial de inflação estar bem acima do centro da meta do Banco Central, deverá ocorrer nova elevação da taxa básica de juros (SELIC) na próxima reunião do COPOM. Por conta disso, é provável que as taxas de juros das operações de Crédito  voltem a ser elevadas nos próximos meses

 

TAXA DE JUROS PARA PESSOA FÍSICA

 

 

LINHA DE CRÉDITO

JULHO/2013

AGOSTO/2013

VARIAÇÃO

VARIAÇÃO

 

TAXA MÊS

TAXA ANO

TAXA MÊS

TAXA ANO

%

PONTOS PERCENTUAIS

Juros comércio

4,10%

61,96%

4,11%

62,15%

0,24%

0,01

Cartão de crédito

9,37%

192,94%

9,37%

192,94%

0%

0

Cheque especial         

7,77%

145,46%

7,81%

146,55%

0,51%

0,04

CDC – bancos- financiamento de automóveis

1,58%

20,70%

1,61%

21,13%

1,90%

0,03

Empréstimo pessoal-bancos

3,08%

43,91%

3,10%

44,25%

0,65%

0,02

Empréstimo pessoal-financeiras

6,99%

124,97%

7,03%

125,98%

0,57%

0,04

 

TAXA MÉDIA

 

5,48%

89,69%

5,51%

90,34%

0,55%

0,03

 

 

Juros do Comércio

Houve uma elevação de 0,24%, passando a taxa de 4,10% ao mês (61,96% ao ano) em julho/13, para 4,11% ao mês (62,15% ao ano) em agosto/2013.

A taxa deste mês é a  maior desde novembro/2012 (4,30% ao mês – 65,73% ao ano).

Cartão de crédito

A taxa se manteve estável em 9,37% ao mês (192,94% ao ano).

 A taxa deste mês é a menor da série histórica (1995).

Cheque Especial

Houve uma elevação de 0,51%, passando a taxa de 7,77% ao mês (145,46% ao ano) em julho/2013,  para 7,81% ao mês (146,55% ao ano) em agosto/2013.

A taxa deste mês é a maior desde dezembro/2012 (7,82% ao mês – 146,83% ao ano).

CDC – Bancos Financiamento de automóveis

Houve uma elevação de 1,90%, passando a taxa de 1,58% ao mês (20,70% ao ano) em julho/2013, para 1,61% ao mês (21,13% ao ano) em agosto/2013.

 A taxa deste mês é a maior desde novembro/2012 (1,64% ao mês – 21,56% ao ano). 

Empréstimo Pessoal Bancos

Houve uma elevação de 0,65%, passando a taxa de juros de 3,08% ao mês (43,91% ao ano) em julho/2013, para 3,10% ao mês (44,25% ao ano) em agosto/2013. 

A taxa deste mês é  a maior desde novembro/2012 (3,14% ao mês – 44,92% ao ano).

  Empréstimo Pessoal Financeiras

Houve uma elevação de 0,57%, passando a taxa de juros de 6,99% ao mês (124,97% ao ano) em julho/2013, para 7,03% ao mês (125,98% ao ano) em agosto/2013.

A taxa deste mês é a maior desde novembro/2012 (7,42% ao mês – 136,06% ao ano).

Taxa Média Pessoa Física

Houve uma elevação de 0,55%, passando a taxa de juros de 5,48% ao mês (89,69% ao ano) em julho/2013, para 5,51% ao mês (90,34% ao ano) em agosto/2013.

A taxa deste mês é a maior desde novembro/2012 (5,63% ao mês – 92,95% ao ano).

Crediário de Loja

Dos doze tipos de lojas pesquisadas, quatro mantiveram suas taxas de juros e oito elevaram suas taxas de juros.

TAXA DE JUROS PARA PESSOA JURÍDICA

 

LINHA DE CRÉDITO

JULHO/2013

AGOSTO/2013

VARIAÇÃO

VAR.PONTOS

 

TAXA MÊS

TAXA ANO

TAXA MÊS

TAXA ANO

%

PERCENTUAIS AO MÊS

Capital de Giro

1,52%

19,84%

1,54%

20,13%

1,32%

0,02

Desconto de Duplicatas

2,23%

30,30%

2,24%

30,45%

0,45%

0,02

Conta garantida

5,65%

93,39%

5,69%

94,27%

0,71%

0,04

 

Taxa Média

 

3,13%

44,75%

3,16%

45,26%

0,96%

0,03

 

Capital de Giro

Houve uma elevação de 1,32%, passando a taxa de 1,52% ao mês (19,84% ao ano) em julho/2013, para 1,54% ao mês (20,13% ao ano) em agosto/2013.

 A taxa deste mês é a maior desde novembro/2012 (1,61% ao mês – 21,13% ao ano).

Desconto de Duplicata

Houve uma elevação de 0,45%, passando a taxa de 2,23% ao mês (30,30% ao ano) em julho/2013, para 2,24% ao mês (30,45% ao ano) em agosto/2013.

A taxa deste mês é a maior desde novembro/2012 (2,39%ao mês – 32,77% ao ano).

Conta Garantida

Houve uma elevação de 0,71%, passando a taxa de 5,65% ao mês (93,39% ao ano) em julho/2013,  para 5,69% ao mês (94,27% ao ano) em agosto/2013.

A taxa deste mês é a maior  desde novembro/2012 (5,87% ao mês – 98,28% ao ano).

Taxa Média Pessoa Jurídica

Houve uma elevação de 0,96% passando a taxa de 3,13% ao mês (44,75% ao ano) em julho/2013, para 3,16% ao mês (45,26% ao ano) em agosto/2013.

A taxa deste mês é a maior desde novembro/2012 (3,29% ao mês – 47,47% ao ano).

 

TAXAS MÉDIAS DE JUROS DO CREDIÁRIO POR ESTADO

 

ESTADOS

jul/13

 

ago/13

 

 

Var.pontos

 

Taxa Mês

Taxa Ano

Taxa Mês

Taxa Ano

Variação

percentuais

 

 

 

 

 

%

ao mês

São Paulo

3,94%

59,00%

3,95%

59,18%

0,25%

0,01

Rio Gde do Sul

4,14%

62,71%

4,15%

62,90%

0,24%

0,01

Rio de Janeiro

4,15%

62,90%

4,16%

63,08%

0,24%

0,01

Minas Gerais

4,16%

63,08%

4,17%

63,27%

0,24%

0,01

Paraná

4,18%

63,46%

4,19%

63,65%

0,24%

0,01

Santa Catarina

4,16%

63,08%

4,17%

63,27%

0,24%

0,01

Brasilia

3,98%

59,73%

4,00%

60,10%

0,50%

0,02

 

 

 

 

 

 

 

Média Nacional

4,10%

61,96%

4,11%

62,15%

0,24%

0,01

 

COMPORTAMENTO DAS TAXAS DE JUROS DO CREDIÁRIO POR SETOR

 

SETORES

jul/13

 

ago/13

 

Variação %

Var.pontos

 

 

 

 

 

 

percentuais

 

Taxa Mês

Taxa Ano

Taxa Mês

Taxa Ano

 

ao mês

Gdes.Redes

2,11%

28,48%

2,12%

28,63%

0,47%

0,01

Med.Redes

4,26%

64,97%

4,28%

65,35%

0,47%

0,02

Peq.Redes

4,85%

76,53%

4,85%

76,53%

0,00%

0,00

Emp.Turismo

3,08%

43,91%

3,10%

44,25%

0,65%

0,02

Art.do Lar

5,63%

92,95%

5,63%

92,95%

0,00%

0,00

Ele.Eletron.

4,09%

61,77%

4,10%

61,96%

0,24%

0,01

Importados

4,68%

73,13%

4,68%

73,13%

0,00%

0,00

Veiculos

1,58%

20,70%

1,61%

21,13%

1,90%

0,03

Art.Ginástica

5,93%

99,63%

5,94%

99,86%

0,17%

0,01

Informática

3,76%

55,73%

3,77%

55,91%

0,27%

0,01

Celulares

3,46%

50,41%

3,47%

50,58%

0,29%

0,01

Decoração

5,80%

96,71%

5,80%

96,71%

0,00%

0,00

 

 

 

 

 

 

 

Média Geral

4,10%

61,96%

4,11%

62,15%

0,24%

0,01

 

 ALTERAÇÕES NOS PRAZOS MÉDIOS DE FINANCIAMENTO

Prazos de Financiamento

 

Veículos

Outros Financiamentos

Antes da mudança cambial (janeiro/99)

Máximo

Média

 

36 meses

24 meses

 

24 meses

18 meses

Após mudança cambial (até janeiro/99)

Máximo

Média

 

24 meses

18 meses

 

18 meses

8 meses

Agosto/2000 Máximo

Média

60 meses

27 meses

48 meses

14 meses

Agosto/2001 Máximo

Média

48 meses

22 meses

36 meses

9 meses

Agosto/2002 Máxima

Média

48 meses

24 meses

24 meses

8 meses

Agosto/2003 Máxima

Média

48 meses

24 meses

24 meses

9 meses

Agosto/2004 Máxima

Média

48 meses

24 meses

24 meses

12 meses

Agosto/2005 Máxima

Média

60 meses

24 meses

36 meses

15 meses

Agosto/2006 Máxima

Média

72 meses

28 meses

36 meses

16 meses

Agosto/2007 Máxima

Média

84 meses

36 meses

36 meses

18 meses

Agosto/2008 Máxima

Média

72 meses

42 meses

36 meses

18 meses

Agosto /2009 Máxima

Média

80 meses

41 meses

36 meses

16 meses

Agosto/2010 Máxima

Média

80 meses

44 meses

36 meses

16 meses

Agosto/2011 Máxima

Média

60 meses

40 meses

24 meses

12 meses

Agosto/2012 Máxima

Média

60 meses

40 meses

24 meses

12 meses

Janeiro/2013 Máxima

Média

60 meses

40 meses

24 meses

12 meses

Fevereiro/2013 Máxima

Média

60 meses

40 meses

24 meses

12 meses

Março/2013 Máxima

Média

60 meses

40 meses

24 meses

12 meses

Abril/2013 Máxima

Média

60 meses

40 meses

24 meses

12 meses

Maio/2013 Máxima

Média

60 meses

40 meses

24 meses

12 meses

Junho/2013 Máxima

Média

60 meses

40 meses

24 meses

12 meses

Julho/2013 Máxima

Média

60 meses

40 meses

24 meses

12 meses

Agosto/2013 Máxima

Média

60 meses

40 meses

24 meses

12 meses

 

   TAXAS DE JUROS JULHO/2011 X AGOSTO/2013

 

Pessoa Física

 

 

Julho/2011

 

Agosto/2013

 

 

TIPO DE FINANCIAMENTO

Taxa Mês

Taxa Ano

Taxa Mês

Taxa Ano

Queda em pontos percentuais

Comércio

5,70%

94,49%

4,11%

62,15%

-32,34

Cartão de Crédito

10,69%

238,30%

9,37%

192,94%

-45,36

Cheque Especial

8,27%

159,48%

7,81%

146,55%

-12,93

CDC Bancos

2,37%

32,46%

1,61%

21,13%

-11,33

Emp. Pessoal-Bancos

4,67%

72,93%

3,10%

44,25%

-28,68

Emp.Pessoal Financeiras

9,34%

191,98%

7,03%

125,98%

-66,00

 

 

 

 

 

 

TAXA MÉDIA

 

6,84%

121,21%

5,51%

90,34%

-30,87

 

Ressaltamos que o período de julho/2011 a agosto/2013 o Banco Central reduziu a taxa básica de juros Selic em 3,50 pontos percentuais (redução de 28,00%) de 12,50% ao ano em julho/2011 para 9,00% ao ano em agosto/2013. Neste período a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 30,87 pontos percentuais (redução 25,47%) de 121,21% ao ano em julho/2011 para 90,34% ao ano em agosto/2013.

 

Pessoa Jurídica

 

 

Julho/2011

 

Agosto/2013

 

 

TIPO DE FINANCIAMENTO

Taxa Mês

Taxa Ano

Taxa Mês

Taxa Ano

Queda em pontos percentuais

Capital de giro

3,07%

43,74%

1,54%

20,13%

-23,61

Desc. De duplicatas

3,18%

45,59%

2,24%

30,45%

-15,14

Conta garantida

5,90%

98,95%

5,69%

94,27%

-4,68

 

 

 

 

 

 

TAXA MÉDIA

 

4,05%

61,03%

3,16%

45,26%

-15,77

 

Ressaltamos que o período de julho/2011 a agosto/2013 o Banco Central reduziu a taxa básica de juros Selic em 3,50 pontos percentuais (redução de 28,00%) de 12,50% ao ano em julho/2011 para 9,00% ao ano em agosto/2013. Neste período a taxa média de juros para pessoa jurídica apresentou uma redução de 15,77 pontos percentuais (redução de 25,84%) de 61,03% ao ano em julho/2011 para 45,26% ao ano em agosto/2013.

EVOLUÇÃO DAS TAXAS MENSAIS DE JUROS – PESSOA FÍSICA

ITENS

 

Ago/12

Set/12

Out/12

Nov/12

Dez/12

Jan/13

Fev/13

Mar/13

Abr/13

Mai/13

Jun/13

Jul/13

Ago/13

SELIC (Taxa básica)

0,69%

0,54%

0,61%

0,55%

0,55%

0,60%

0,49%

0,54%

0,61%

0,59%

0,60%

0,72%

0,71%

INPC/IBGE

0,45%

0,63%

0,71%

0,54%

0,74%

0,92%

0,52%

0,60%

0,59%

0,35%

0,28%

-0,13%

0,16%

IPC/FIPE

0,27%

0,55%

0,80%

0,68%

0,78%

1,15%

0,22%

-0,17%

0,28%

0,10%

0,32%

-0,13%

0,22%

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JUROS DO COMERCIO

4,55%

4,20%

4,10%

4,30%

4,06%

4,00%

4,02%

4,00%

4,10%

4,08%

4,08%

4,10%

4,11%

CARTÃO DE CRÉDITO

10,69%

10,41%

9,37%

9,37%

9,37%

9,37%

9,37%

9,37%

9,37%

9,37%

9,37%

9,37%

9,37%

CHEQUE ESPECIAL

8,05%

7,95%

7,75%

7,92%

7,82%

7,77%

7,75%

7,72%

7,70%

7,68%

7,73%

7,77%

7,81%

CDC-BANCOS

1,70%

1,54%

1,49%

1,64%

1,52%

1,54%

1,54%

1,52%

1,54%

1,53%

1,53%

1,58%

1,61%

EMPRESTIMO PESSOAL BANCOS

3,45%

3,27%

3,02%

3,14%

2,93%

2,93%

2,92%

2,91%

2,94%

2,97%

3,04%

3,08%

3,10%

EMPRESTIMO PESSOAL FINANCEIRA

7,67%

7,51%

7,24%

7,42%

6,96%

6,96%

6,94%

6,88%

6,91%

6,92%

6,96%

6,99%

7,03%

 

TAXA MÉDIA

6,02%

5,81%

5,50%

5,63%

5,44%

5,43%

5,42%

5,40%

5,43%

5,43%

5,45%

5,48%

5,51%

MEDIA ANO

101,68%

96,93%

90,12%

92,95%

88,83%

88,61%

88,40%

87,97%

88,61%

88,61%

89,04%

89,69%

90,34%

 

ITEM

 

MÉDIA MÊS (1)

ACUMULADO 2013 (3)

ACUMULADO 12 MESES (2)

Taxa básica x Juros cobrados (4) 

Taxa básica x Juros cobrados (5)

 

 

 

 

Variação percentual

Pontos percentuais

Selic (taxa básica)

0,61%

5,00%

7,37%

 

 

INPC/IBGE

0,41%

3,34%

6,07%

Taxa Selic – 9,00% ao ano

 

IPC/FIPE

0,25%

1,98%

4,88%

 

 

 

 

 

 

Juros ao ano

Variação %

 

JUROS DO COMÉRCIO

4,06%

37,50%

61,88%

62,15%

590,56%

53,15

CARTÃO DE CRÉDITO

9,37%

104,74%

195,76%

192,94%

2.043,78%

183,94

CHEQUE ESPECIAL

7,74%

81,56%

145,85%

146,55%

1.528,33%

137,55

CDC BANCOS

1,55%

13,08%

20,25%

21,13%

134,78%

12,13

EMPRÉSTIMO PESSOAL BANCOS

2,99%

26,54%

42,94%

44,25%

391,67%

35,25

EMPRÉS. PESSOAL FINANCEIRAS

6,95%

71,16%

123,35%

125,98%

1.299,78%

116,98

MÉDIA GERAL

5,44%

52,81%

89,30%

90,34%

903,78%

 

81,34

(1)- Média mensal de 2013  (2) setembro/2012 a agosto/2013  (3) – janeiro/2013 a agosto/2013 (4) Percentual acima da Selic (5) Pontos percentuais acima da Selic

 

EVOLUÇÃO DAS TAXAS MENSAIS DE JUROS – PESSOA JURÍDICA

 

ITENS

Ago/12

Set/12

Out/12

Nov/12

Dez/12

Jan/13

Fev/13

Mar/13

Abr/13

Mai/13

Jun/13

Jul/13

Ago/13

Capital de giro

1,84%

1,72%

1,54%

1,61%

1,41%

1,45%

1,51%

1,49%

1,48%

1,42%

1,48%

1,52%

1,54%

Desc. de duplicatas

2,46%

2,26%

2,23%

2,39%

2,22%

2,22%

2,18%

2,22%

2,17%

2,13%

2,21%

2,23%

2,24%

Conta garantida – cheque especial

6,02%

5,94%

5,73%

5,87%

5,57%

5,55%

5,50%

5,46%

5,54%

5,60%

5,58%

5,65%

5,69%

 

TAXA MÉDIA

 

3,44%

3,31%

3,17%

3,29%

3,07%

3,07%

3,06%

3,06%

3,06%

3,05%

3,09%

3,13%

3,16%

TAXA ANO

 

50,06%

 

47,81%

 

45,43%

 

47,47%

 

43,74%

 

43,74%

 

43,58%

 

43,58%

 

43,58%

 

43,41%

 

44,08%

 

44,75%

 

45,26%

 

ITEM

MÉDIA MÊS (1)

ACUMULADO 2013(3)

ACUMULADO 12 MESES (2)

Taxa básica x Juros cobrados (4)

Variação percentual

Taxa básica x Juros cobrados (5)

Pontos Percentuais

 

 

Taxa Selic – 9,00%

Ao ano

 

 

 

 

 

Juros ao ano

Variação %

Capital de giro

1,49%

12,53%

19,77%

20,13%

123,67%

11,13

Desconto de duplicatas

2,20%

19,02%

30,23%

30,45%

238,33%

21,45

Conta garantida – cheque especial

5,57%

54,31%

93,14%

94,27%

947,44%

85,27

MÉDIA GERAL

 

3,08%

27,51%

44,69%

45,26%

402,89%

36,26

(1)-Média mensal de 2013 (2) – setembro/2012 a agosto/2013(3) – janeiro/2013 a agosto/2013 (4) Percentual acima da Selic (5) Pontos percentuais acima da Selic

Informações e Recomendações ao Consumidor

 

O sistema financeiro vêm expandindo cada vez mais o crédito às empresas e às pessoas físicas, contribuindo assim com o desenvolvimento econômico do Brasil.

Este crescimento do volume de crédito tenderá a se acentuar nos próximos meses/anos em virtude do crescimento econômico.

Com crédito os mercados se desenvolvem, as empresas investem, ampliam suas vendas, geram empregos e as pessoas antecipam a realização de seus sonhos.

Assim com o crescimento do crédito é preciso que você saiba como usar o mesmo para melhorar a sua vida sem gerar problemas, motivo pelo qual listamos abaixo algumas informações e recomendações:

Primeiramente organize a sua vida financeira elaborando um orçamento doméstico como forma de definir quais são as suas reais necessidades e planejar todos os seus gastos considerando sempre a sua renda disponível e não a renda disponível mais crédito, ou seja os seus gastos têm que caber dentro de seu salário.

Preferencialmente gaste menos do que tem de renda como forma de fazer uma reserva financeira para fazer frente a eventuais gastos extras não previstos ou até para planejar a compra de algum bem no futuro.

Lembre-se que toda a vez que você gasta mais do que ganha ou ficará inadimplente e com isso sujeita a todas conseqüências de ter o nome negativado, não tendo aceso a qualquer tipo de crédito ou terá que recorrer a empréstimos e assumir o pagamento de juros.

As taxas de juros se encontram em patamares elevados no país, seja pelo baixo volume de crédito disponível que representa hoje 55,1% do PIB quando a média internacional passa de 100%, seja pelos custos que incidam sobre as taxas.

Como referência vale registrar que quando o consumidor faz um empréstimo esta taxa é composta de:

Custo de captação do banco (Quanto o banco paga pelo dinheiro que paga a seus aplicadores ou custo de oportunidade). A referência é a taxa Selic;

Cunha fiscal – Compreende os impostos da intermediação financeira mais os compulsórios (dinheiro dos depósitos que os bancos deixam no Banco Central sem poderem emprestar);

Despesas administrativas – Custos dos processos do banco (funcionários, agências);

Risco – Custo da inadimplência dos empréstimos (parte dos empréstimos não são pagos ou demoram para serem recebidos o que embute um risco à instituição);

Margem líquida da instituição – lucro do banco ou depois de todos os itens acima quanto efetivamente sobra para a instituição financeira.

Destacamos que as taxas de juros são livres e as mesmas são estipuladas pela própria instituição financeira não existindo assim qualquer controle de preços ou tetos pelos valores cobrados.

A única obrigatoriedade que a instituição financeira tem é informar ao cliente quais as taxas que lhe serão cobradas caso recorra a qualquer tipo de crédito.

Tendo em vista existirem expressivas variações entre as taxas de juros nas diversas instituições financeiras recomendamos:

  • Quando da contratação de um financiamento pesquise sempre a taxa de juros e demais acréscimos;
  • Evite comprometer demasiadamente seu orçamento com dívidas;
  • Evite empréstimos de longo prazo que embutem custos maiores;
  • Evite entrar no rotativo do cartão de crédito e do cheque especial que possuem as maiores taxas de juros;
  • O cheque especial não é renda e deve ser utilizado por um período curto e emergencial. Se tiver necessidade de usar este limite por um período maior procure a sua instituição financeira e faça um empréstimo pessoal (que tem custos menores) para liquidar o cheque especial;
  • Existem linhas de crédito mais baratas como o micro crédito que tem taxa de 2,00% ao mês, penhor de jóias da Caixa Econômica Federal e do crédito consignado com desconto em folha. Assim caso necessite de crédito veja a possibilidade destes empréstimos mais baratos;
  • Salientamos que a linha de crédito consignado  com  desconto em folha de pagamento/benefício do INSS já atinge hoje mais de R$ 212 bilhões correspondente a 69,0%  do total do crédito pessoal.
  • Necessitando de crédito para pagar uma dívida e não tendo condições de faze-lo não deixe suas dívidas crescerem mais por conta dos juros de mora e multas. Procure o credor de sua dívida e proponha uma renegociação do prazo e das taxas de juros em uma condição que consiga cumprir;
  • Se possível adie suas compras para juntar o dinheiro e comprar o mesmo à vista evitando os juros. Entretanto caso não seja possível pesquise muito, barganhe e compre nos menores prazos possíveis (quanto menor o prazo menor a incidência de juros).
  • Resumindo, use o crédito com moderação e conscientemente;
  • Como diz a campanha de uma grande instituição financeira privada de uso consciente  do crédito “ O crédito foi feito para você realizar seus sonhos, não para tirar seu sono”.

Dicas para se livrar das dívidas

1) – Identifique todas as suas dívidas;

2) – Tendo recursos aplicados resgate os mesmos para usar nestes pagamentos mesmo que sejam parciais;

3) - Tendo bens se desfaça deles para fazer dinheiro e pagar estas dívidas;

4) - Reduza suas despesas mensais (comprometa sua família nesta cruzada);

5) - Analise sua capacidade de pagamento para propor acordo a seus credores (qual o valor mensal que posso dispor?);

6) - Estabeleça prioridades (quais despesas devo pagar ou renegociar primeiro (as mais caras e as que geram penalidades como condomínio, luz, agua, telefone);

7) - Se for possível peça um empréstimo mais barato para liquidar as dívidas mais caras;

8) - Não sendo possível renegocie com seus credores condições de pagamento que possa cumprir;

9) - É importante propor algo que consiga cumprir para não ficar novamente inadimplente após algum tempo. Isto desacredita você;

10)- O ideal é negociar antes de entrar nas listas de proteção ao crédito. Entretanto só deve fazer isto caso a condição desta renegociação seja boa para você como prestações baixas e reduções dos juros caso contrário não aceita a renegociação pois inevitavelmente você não vai conseguir cumprir.

11)- Mude seus hábitos de gastos para não voltar novamente a mesma situação (não gastar mais de que ganha, não usar cheque especial e rotativo do cartão de crédito).










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