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ESTUDO ANEFAC - ANÁLISE DE DEZ ANOS DO CRÉDITO NO PAÍS EDIÇÃO 2013

Volume total do crédito do país atinge 55,2% do PIB

O Estudo ANEFAC - Análise de dez anos das condições de crédito no país, edição 2013, demonstra que efetivamente as condições de crédito apresentaram substancial melhora com forte expansão do volume emprestado, redução das taxas de juros, redução dos Spreads bancários, aumento dos prazos médios de financiamento e redução da inadimplência mesmo com todo este crescimento no crédito. “Com referência ao volume de crédito tivemos entre 2003 e 2013 uma forte expansão, crescendo mais de 500%, passando de 24,7% do PIB em 2003 para 55,2% em 2013. Não obstante esta expansão é fato que o volume total do crédito do país ainda é baixo quando comparado ás principais economias aonde este número atinge mais de 100% do PIB destas economias o que demonstra que temos ainda um ambiente favorável à expansão de crédito” diz Miguel José Ribeiro de Oliveira, Diretor Executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade.

O trabalho destaca melhora no período com redução tanto das taxas de juros quanto dos spreads bancários. Entretanto, diz Miguel Ribeiro de Oliveira, os mesmos ainda se encontram em patamares elevados o que abre margem para que as mesmas venham sofrer reduções pela queda da Taxa Básica de Juros (SELIC), em conseqüência de maior competição no sistema financeiro ou por outras eventuais medidas que poderão ser tomadas pelo governo, como redução de impostos e compulsórios; além da queda dos índices de inadimplência.

Segundo o estudo, outro ítem que apresentou substancial melhora foi a elevação do prazo médio dos financiamentos que tiveram no período um crescimento superior a 400%. Com referência á inadimplência, apurou-se  redução de 5,2 pontos percentuais no período, mesmo tendo o crédito sido elevado em mais de 500%. O diretor da ANEFAC comenta que a inadimplência está com tendência de queda o que deveremos ter nos próximos meses igualmente redução neste indicador.

Vejam abaixo todos os detalhes do estudo.

 

Para entrevistas e mais informações, por favor, contatem:

ANÁLISE DE DEZ ANOS DO CRÉDITO NO PAÍS - 2013

A ANEFAC realizou um balanço dos últimos dez anos do crédito no Brasil cujo objetivo foi apurar como se comportaram os principais indicadores praticados pelo sistema financeiro neste período.

Este estudo compreendeu no levantamento no período dos cinco principais indicadores de crédito, dados estes compilados do relatório de Política Monetária do Banco Central.

O estudo teve a coordenação de nosso diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas, Miguel José Ribeiro de Oliveira e os resultados listamos em anexo.

Este estudo foi realizado em 07 partes sendo:

Parte I – Volume de crédito

 

  • Levantamento do volume de crédito total (estoque) concedido pelo conjunto total do sistema financeiro em junho/2003 e junho/2013 e respectivas variações percentuais.

Parte II – Taxas de juros

 

  • Levantamento das taxas de juros médias anuais para pessoa física, para pessoa jurídica e geral em junho/2003 e em junho/2013 e respectiva variação percentual.

 

Parte III – Spreads

 

  • Levantamento dos spreads anuais praticados para pessoa física, pessoa jurídica e geral em junho/2003 e em junho/2013 e respectiva variação.

 

Parte IV – Prazo médio dos financiamentos

 

  • Levantamento dos prazos médios dos financiamentos para pessoa física, pessoa jurídica e geral em junho/2003 e em junho/2013 e respectiva variação.

 

Parte V – Inadimplência

 

  • Levantamento da inadimplência na pessoa física, pessoa jurídica e geral em junho/2003 e em julho/2013 e respectiva variação.

 

Parte VI – Tabelas e Gráficos

 

Parte VII – Análise dos dados do estudo.

 

Parte I - VOLUME DE CRÉDITO

 

A)Recursos Livres e Recursos Direcionados

O volume total de crédito do sistema financeiro (recursos livres e recursos direcionados) atingiu em junho/2013 R$ 2.531.490 milhões contra R$ 381.367 milhões em junho/2003 um crescimento de 563,8% no período.

Vale destacar que a inflação no período medida pelo IPCA/IBGE foi de 70,57%.

Este volume representa hoje 55,2% do PIB contra 24,7% em junho/2003 um crescimento de 30,5 pontos percentuais.

B)Operações de Crédito – com recursos livres

O volume de crédito no segmento de recursos livres (que as instituições financeiras emprestam livremente) atingiu R$ 1.445.596 milhões em junho/2013 contra R$ 214.732 milhões em junho/2003, um crescimento de 573,2% no período.

C)Pessoa Jurídica

Na pessoa jurídica este volume atingiu R$ 730.332 milhões em junho/2013 contra R$ 132.209 milhões em junho/2003 um crescimento de 452,4% no período.

D)Pessoa Física

Na pessoa física este volume atingiu R$ 715.264 milhões em junho/2013 contra R$ 82.523 milhões em junho/2003, um crescimento de 766,7% no período.

Parte II – TAXAS DE JUROS

A)Geral - Pessoa Física e Pessoa Jurídica – Com recursos livres

As taxas de juros das operações de crédito com recursos livres estavam em junho/2013 em 26,5% ao ano contra 56,7% ao ano em junho/2003, uma redução de 30,2 pontos percentuais no período.

B)Pessoa Jurídica.

Na pessoa jurídica as taxas atingiram na média 19,3% ao ano em junho/2013 contra 38,6% ao ano em junho/2003, uma redução de 19,3 pontos percentuais no período.

Pessoa Física

Na pessoa física as taxas de juros atingiram na média 34,9% ao ano em junho/2013, contra 81,4% ao ano em junho/2003 uma redução de 46,5 pontos percentuais no período.

Parte III - SPREAD

a)Geral – Pessoa Física e Pessoa Jurídica – Com recursos livres

O spread bancário (diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas de juros cobradas dos clientes) estavam em junho/2013 em 16,7% ao ano contra 33,2% ao ano em junho/2003, uma redução de 16,5 pontos percentuais no período.

b)Pessoa Jurídica

Na pessoa jurídica o spread atingiu em junho/2013 10,1% ao ano contra 14,7% ao ano em junho/2003, uma redução de 4,6 pontos percentuais no período.

Pessoa Física

Na pessoa física o spread atingiu em junho/2013 24,5% ao ano contra 58,5% ao ano em junho/2003, uma redução de 34,0 pontos percentuais no período.

Parte IV – PRAZO MÉDIO DOS FINANCIAMENTOS – Com Recursos Livres

a)Geral – Pessoa Física e Pessoa Jurídica

O prazo médio dos financiamentos apresentaram em junho/2013 38,4 meses contra 7,3 meses em junho/2003, uma elevação de 31,1 meses correspondente a uma elevação de 426,0% no período.

b)Pessoa jurídica

Na pessoa jurídica o prazo médio atingiu 30,1 meses em junho/2013 contra 5,7 meses em junho/2003, uma elevação de 24,4 meses correspondente a uma elevação de 428,0% no período.

c)Pessoa física

Na pessoa física o prazo médio atingiu 47,9 meses em junho/2013, contra 9,8 meses em junho/2003, uma elevação de 38,1 meses correspondente a uma elevação de 388,8% no período.

Parte V – INADIMPLÊNCIA – Com Recursos Livres

a)Geral – Pessoa Física e Pessoa Jurídica (*)

A inadimplência geral considerando-se (tudo que está vencido a mais de 90 dias) atingiu em junho/2013 5,2% do total de empréstimo contra 8,8% em junho/2003 uma redução de 3,6 pontos percentuais no período.

b)Pessoa Jurídica

Na pessoa jurídica a inadimplência total (perda) atingiu 3,5% do total da carteira em junho/2013 contra 4,7% em junho/2003, uma redução de 1,2 ponto percentual no período

c)Pessoa Física

Na pessoa física a inadimplência total (perda) atingiu 7,2% do total da carteira em junho/2013 contra 15,5% em junho/2003, uma redução de 8,3 pontos percentuais no período.

(*)Obs. O Banco Central alterou a partir de novembro/2005 a metodologia de calculo da inadimplência uma vez que antes desta data o mesmo considerava a inadimplência tudo que estava vencido e a partir de então considerou tão somente inadimplência os compromissos vencidos acima de 90 dias.

Parte VI – Tabelas e Gráficos

Parte I – Volume de Crédito

A)

Recursos Livres e Recursos Direcionados

Período

R$ milhões

Variação %

junho-03

381.367

junho-13

2.531.490

563,8%

 

B) Operações de Crédito – com recursos livres

Período

R$ milhões

Variação %

junho-03

214.732

junho-13

1.445.596

573,2%

 

C) Pessoa Jurídica

Período

R$ milhões

Variação %

junho-03

132.209

junho-13

730.332

452,4%

 

 

D) Pessoa Física

 

Período

R$ milhões

Variação %

junho-03

82.523

junho-13

715.264

766,7%

 

 

Parte II – TAXAS DE JUROS

 

A) Geral – Pessoa Física e Pessoa Jurídica

Período

% ao ano

Variação P.P

junho-03

56,7

junho-13

26,5

-30,2

 

 

B) Pessoa Jurídica

Período

% ao ano

Variação P.P

junho-03

38,6

junho-13

19,3

-19,3

 

 

C) Pessoa Física

Período

% ao ano

Variação P.P

junho-03

81,4

junho-13

34,9

-46,5

 

 

Parte III - SPREAD

A) Geral – Pessoa Física e Pessoa Jurídica

Período

% ao ano

Variação P.P

junho-03

33,2

junho-13

16,7

-16,5

 

 

B) Pessoa Jurídica

Período

% ao ano

Variação P.P

junho-03

14,7

junho-13

10,1

-4,6

 

 

C) Pessoa Física

Período

% ao ano

Variação P.P

junho-03

58,5

junho-13

24,5

-34,0

 

 

Parte IV – PRAZO MÉDIO DOS FINANCIAMENTOS

A) Geral – Pessoa Física e Pessoa Jurídica

Período

Prazo/Meses

Variação %

junho-03

7,3

junho-13

38,4

426,0%

 

 

B) Pessoa Jurídica

Período

Prazo/Meses

Variação %

junho-03

5,7

junho-13

30,1

428,0%

 

 

C) Pessoa Física

Período

Prazo/Meses

Variação %

junho-03

9,8

junho-13

47,9

388,8%

 

 

PARTE V - INADIMPLÊNCIA

 

A) Geral – Pessoa Física e Pessoa Jurídica

Período

%

Variação  pp

junho-03

8,8

junho-13

5,2

-3,6

 

B)Pessoa Jurídica

Período

%

Variação  pp

junho-03

4,7

junho-13

3,5

-1,2

 

 

C) Pessoa Física

Período

%

Variação pp

junho-03

15,5

junho-13

7,2

-8,3

 

 

Parte VII –  Análise dos dados do estudo

A análise de dez anos das condições de crédito no país demonstra que efetivamente as condições de crédito apresentaram substancial melhora com forte expansão do volume emprestado, redução das taxas de juros, redução dos Spreads bancários, aumento dos prazos médios de financiamento e redução da inadimplência mesmo com todo este crescimento no crédito.

Com referência ao volume de crédito tivemos no período de dez anos uma forte expansão, crescendo mais de 500%, passando de 24,7% do PIB em 2003 para 55,2% em 2013. Não obstante esta expansão é fato que o volume total do crédito do país ainda é baixo quando comparado ás principais economias aonde este número atinge mais de 100% do PIB destas economias o que demonstra que temos ainda um ambiente favorável à expansão de crédito.

Com referência ás taxas de juros das operações de crédito e respectivos Spreads bancários é importante destacar que apresentaram uma melhora no período com redução tanto das taxas de juros como dos spreads bancários, entretanto os mesmos ainda se encontram em patamares elevados o que abre margem para que as mesmas continuem sendo reduzidas sendo pela redução da Taxa Básica de Juros (SELIC) seja por uma maior competição no sistema financeiro ou por outras eventuais medidas que poderão ser tomadas pelo governo como redução de impostos e compulsórios, além da queda dos índices de inadimplência que vão igualmente contribuir para a queda dos juros e spreads no país.

Outro item que apresentou igualmente substancial melhora foi a elevação do prazo médio dos financiamentos que tiveram no período um crescimento superior a 400%.

Com referência á inadimplência a mesma apresentou uma redução de 5,2 pontos percentuais no período mesmo aqui tendo o crédito sido elevado em mais de 500%.

Vale destacar que a inadimplência está com tendência de queda o que deveremos ter nos próximos meses igualmente redução neste indicador.










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