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Pesquisa 2013 ANEFAC de utilização do 13º salário

Endividado, brasileiro quer limitar valor de compras, pagar com recurso próprio e comprar celular, apura ANEFAC

Pesquisa constata redução de 12,50% no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º para a compra de presentes, demonstrando maiores dificuldades e preocupações com os gastos neste ano.

A ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidaderealizou, durante o mês de outubro de 2013, pesquisa junto a 612 consumidores de todas as classes sociais. O objetivo foi apurar como devem utilizar os recursos do 13º salário, a ser pago dias 30 de novembro (1ª parcela) e 20 de dezembro (2ª parcela). A pesquisa, coordenada pelo Diretor Executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da ANEFAC -  Miguel José Ribeiro de Oliveira, apurou que a grande maioria dos consumidores (62%) pretendem utilizar o 13º para o pagamento de dívidas já contraídas (aumento de 1,64% sobre 2012). Isto demonstra que a redução da atividade econômica e inflação mais elevada aumentou o endividamento dos consumidores. Houve redução de 12,50% de 2012 para 2013 no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º para a compra de presentes, demonstrando maiores dificuldades e preocupações  com os gastos neste ano.

O trabalho mostra ainda que 77% dos consumidores têm dívidas contraídas no cheque especial e no cartão de crédito e pretendem utilizar ao recursos do 13º salário para regularizar a situação. Há redução de 14,29% na quantidade de consumidores com dívidas atrasadas no comércio. O cartão de crédito é a linha de crédito com maior peso na composição das dívidas em aberto dos consumidores, tendo atingido neste ano 41% do total (crescimento de 2,50% sobre 2012) contra 36% do cheque especial (elevação de 2,86% sobre 2012).

Neste ano, os produtos que mais atrairão os recursos do 13º salário serão celulares com 74% , roupas com 70% e eletroeletrônicos com 68%. Diversos segmentos de compras apresentaram uma redução na intenção de gastos dos consumidores (produtos de valor agregado maior) como eletrônicos, linha branca e informática) demonstrando uma maior cautela e redução de gastos dos consumidores, seja por conta de um ano de 2013 um pouco mais difícil (crescimento menor, inflação maior) seja por conta do cenário externo (notícias ruins da economia internacional e seus reflexos no Brasil). A redução de compras de brinquedos que vem ocorrendo há três anos pode ser atribuída à mudança de hábitos de consumo deste público que vem preferindo cada vez mais produtos eletrônicos e celulares. Os gastos serão pagos tanto com os recursos do 13º salário bem como através de financiamentos.

A pesquisa demonstra claramente a preocupação dos consumidores em reduzir o volume de seus gastos neste Natal. Assim, 80% dos consumidores pretendem gastar no natal até R$ 500,00, contra 76% em 2012. Já 20% dos consumidores pretendem gastar no Natal mais de R$ 500,00 contra 24% em 2012. As maiores elevações com crescimento de 9,09% de 2012 para 2013 se deu entre os consumidores que pretendem gastar até R$ 100,00, seguindo-se daqueles que pretendem gastar entre R$ 100,00 e R$ 200,00 com um crescimento de 7,69%. As maiores reduções com queda de 25,00% se deu entre os consumidores que pretendem gastar entre R$ 1.000,00 e  R$ 2.000,00, seguindo-se daqueles que pretendem gastar entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00 com uma queda de 15,38%. Estes fatos podem ser atribuídos à piora da economia em 2013.

Quanto à forma de pagamento, constatou-se aumento de 1,30% no número de consumidores que pretendem utilizar recursos próprios para as compras de natal e uma redução de 4,41% no número de consumidores que deverão utilizar cheques pré-datados. De qualquer forma a grande maioria dos  consumidores (81%) estarão utilizando cartões de crédito para as compras de natal.

Veja abaixo todos os detalhes da pesquisa.


PARTE I – O DESTINO DO 13º SALÁRIO

 

 

Itens

 

2013

 

2012

 

2011

2013

X

2012

Pretendem utilizar o seu 13º salário para pagamento de dívidas já contraídas

62%

61%

60%

1,64%

Pretendem utilizar parte para a compra de presentes

14%

16%

17%

-12,50%

Pretendem poupar e aplicar parte do 13º salário para fazer frente ás despesas de começo do ano (IPVA,IPTU, material e matriculas escolares)

12%

12%

12%

0%

Pretendem utilizar parte do 13º salário para a compra e reforma de suas residências

2%

2%

2%

0%

Já receberam parte ou todo o 13º salário ao longo do ano ou fizeram empréstimos de antecipação do mesmo

6%

6%

6%

0%

Pretendem poupar parte que sobrará

4%

3%

3%

33,33%

  • Assim como ocorreu nos anos anteriores a grande maioria dos consumidores (62%) pretendem utilizar o 13º para o pagamento de dívidas já contraídas (aumento de 1,64% sobre 2012). Isto demonstra que a redução da atividade econômica e inflação mais elevada elevaram o endividamento dos consumidores.
  • Houve uma redução de 12,50% de 2012 para 2013 no número de consumidores que pretendem utilizar o 13º para a compra de presentes, demonstrando maiores dificuldades e preocupações dos consumidores com os gastos neste ano.
  •  

    PARTE II – PRINCIPAIS DÍVIDAS EM ABERTO QUE SERÃO LIQUIDADAS COM O 13º SALÁRIO

     

     

    Itens

     

    2013

     

    2012

     

    2011

    2013

    X

    2012

    Dívidas de cobertura de cheque especial

    36%

    35%

    37%

    2,86%

    Dívidas de cartão de crédito

    41%

    40%

    39%

    2,50%

    Regularização do nome (dívidas junto ao comércio e ao sistema financeiro que já se encontram registradas nos cadastros negativos – SPC/Serasa)

    6%

    6%

    5%

    0%

    Dívidas com prestações do comércio em atraso

    6%

    7%

    8%

    -14,29%

    Dívidas com financiamento bancário em atraso (bancos e financeiras)

    9%

    10%

    9%

    -10,00%

    Dívidas diversas em atraso (escola, telefonia,cheques e tarifas públicas, etc)

    2%

    2%

    2%

    0%

     

  • Como vem ocorrendo todos os anos a grande parte dos consumidores (77%) têm dívidas contraídas no cheque especial e no cartão de crédito e pretendem utilizar ao recursos do 13º salário para estar regularizando as mesmas.
  • Houve uma redução de 14,29% na quantidade de consumidores que possuíam dívidas com prestações do comércio em atraso.
  • O cartão de crédito é a linha de crédito com maior peso na composição das dívidas em aberto dos consumidores tendo atingido em 2013 41% do total (crescimento de 2,50% sobre 2012) contra 36% do cheque especial (elevação de 2,86% sobre 2012).
  •  

    PARTE III – INTENÇÃO DE COMPRA NO NATAL – COM RECURSOS DO 13º SALÁRIO E DE FINANCIAMENTO

     

     

    Itens

     

    2013

     

    2012

     

    2011

    2013

    X

    2012

    Pretendem comprar brinquedos

    53%

    54%

    65%

    -18,5%

    Pretendem comprar bens diversos

    63%

    65%

    64%

    4,62%

    Pretendem comprar roupas

    70%

    68%

    68%

    2,94%

    Pretendem comprar produtos eletroeletrônicos e eletro portáteis (DVD, rádios, vídeo cassete, home teater, filmadoras, máquinas fotográficas, TVs)

    68%

    75%

    74%

    -9,33%

    Pretendem comprar celulares

    74%

    74%

    72%

    0%

    Pretendem comprar produtos de informática

    41%

    47%

    51%

    -12,77%

    Pretendem comprar produtos de linha branca (fogão, geladeira, freezer, microondas)

    18%

    23%

    25%

    -21,74%

    Pretendem comprar móveis e estofados

    5%

    5%

    5%

    0%

    Pretendem comprar materiais de construção

    7%

    7%

    6%

    0%

    Pretendem comprar ou trocar de automóvel

    1%

    1%

    1%

    0%

    Obs. Respostas múltiplas motivo pelo qual a soma passa de 100%

  • Neste ano os produtos que mais vão atrair os recursos do 13º salário serão: celulares com 74% , roupas com 70% e eletroeletrônicos com 68%.

  • Diversos segmentos de compras apresentaram uma redução na intenção de gastos dos consumidores (produtos de valor agregado maior) como eletrônicos, linha branca e informática)  demonstrando uma maior cautela e redução de gastos dos consumidores seja por conta de um ano de 2013 um pouco mais difícil (crescimento menor, inflação maior) seja por conta do cenário externo (notícias ruins da economia internacional e seus reflexos no Brasil).
  • A redução de compras de brinquedos que vem ocorrendo há três anos pode ser atribuída à mudança de hábitos de consumo deste público que vem preferindo cada vez mais produtos eletrônicos e celulares.

     

    PARTE IV -  INTENÇÃO DE GASTOS – VALORES

     

    Itens

     

    2013

     

    2012

     

    2011

    2013

    X

    2012

    Pretendem gastar até  R$ 100,00

    12%

    11%

    11%

    9,09%

    Pretendem gastar entre R$ 100,00 e R$ 200,00

    28%

    26%

    24%

    7,69%

    Pretendem gastar entre R$ 200,00 e R$ 500,00

    40%

    39%

    37%

    2,56%

    Pretendem gastar entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00

    11%

    13%

    14%

    -15,38%

    Pretendem gastar entre R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00

    6%

    8%

    10%

    -25,00%

    Pretendem gastar entre R$ 2.000,00 e R$ 5.000,00

    2%

    2%

    3%

    0%

    Pretendem gastar mais de R$ 5.000,

    1%

    1%

    1%

    0%

  • Os gastos aqui listados serão pagos tanto com os recursos do 13º salário bem como através de financiamentos;
  • A pesquisa demonstra claramente a preocupação dos consumidores com seus gastos neste ano conforme apontado na Parte I anterior aonde os consumidores pretendem reduzir o volume de seus gastos neste Natal.
  • Como demonstrado acima houve um aumento no número de consumidores que pretendem gastar valores menores neste Natal e uma redução nos que pretendem gastar os maiores valores.
  • Em 2013, 80% dos consumidores pretendem gastar no natal até R$ 500,00, contra 76% em 2012.
  • Em 2013, 20% dos consumidores pretendem gastar no Natal mais de R$ 500,00 contra 24% em 2012.
  • As maiores elevações com crescimento de 9,09% de 2012 para 2013 se deu entre os consumidores que pretendem gastar até R$ 100,00, seguindo-se daqueles que pretendem gastar entre R$ 100,00 e R$ 200,00 com um crescimento de 7,69%.
  • As maiores reduções com queda de 25,00% se deu entre os consumidores que pretendem gastar entre R$ 1.000,00 e  R$ 2.000,00, seguindo-se daqueles que pretendem gastar entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00 com uma queda de 15,38%. Estes fatos podem ser atribuídos à piora da economia em 2013.

     

    PARTE V – FORMAS DE PAGAMENTO DAS COMPRAS

     

     

    Itens

     

    2013

     

    2012

     

    2011

    2013

    X

    2012

    Com recursos próprios à vista (cheque ou cartão de débito)

    78%

    77%

    76%

    1,30%

    Com cheques pré-datados

    65%

    68%

    72%

    -4,41%

    Com cartão de crédito

    81%

    80%

    80%

    1,25%

    Com carnês (financiamento através de comércio)

    38%

    37%

    38%

    2,70%

    Com financiamentos bancários

    20%

    22%

    20%

    -9,09%

     

    Respostas múltiplas já que parte das compras serão pagas com os recursos recebidos do 13º salário e parte através de financiamentos bancários ou do próprio comércio.

  • A pesquisa demonstra um aumento na intenção dos consumidores de pagar com recursos próprios;

  • Houve um aumento de 1,30% no número de consumidores que pretendem utilizar recursos próprios para as compras de natal e uma redução de 4,41% no número de consumidores que deverão utilizar cheques pré-datados. De qualquer forma a grande maioria dos  consumidores(81%) estarão utilizando cartões de crédito para as compras de natal.

     

    VI – RECOMENDAÇÕES AO CONSUMIDOR

    • Use o 13º preferencialmente no pagamento de dívidas, principalmente aquela que embutem encargos maiores como o cartão de crédito rotativo e o cheque especial onde na média atinge 9,37% ao mês (192,94% ao ano) e 7,83% ao mês (147,10% ao ano) respectivamente;
    • Aproveite o mesmo para regularizar igualmente suas outras dívidas lembrando-se de negociar o estorno dos juros de mora embutidos nestas dívidas;
    • Quitadas as dívidas lembre-se de tentar reservar os valores necessários para as despesas de começo do ano (IPTU, IPVA e de despesas escolares (livros, uniformes e matriculas) além das compras de natal (cheques pré-datados e cartão de crédito) para evitar entrar novamente no vermelho no começo do próximo ano;

    • Após todas estas regularizações e sobrando alguns recursos para aqueles que eventualmente tenham contraído algum financiamento junto a bancos, financeiras ou comércio, o artigo 52 do código de defesa do consumidor garante ao mesmo a retirada dos juros embutidos nestes financiamentos para as parcelas que eventualmente tiverem seus pagamentos antecipados total ou parcialmente, juros estes que serão retirados proporcionalmente ao período antecipado.

    • Não tendo dívidas ou após a regularização das dívidas existentes e sobrando algum valor, aplique em um fundo de renda fixa ou na caderneta de poupança;

    • Se for  fazer um financiamento, pesquise sempre as taxas de juros e demais acréscimos na medida que existem enormes variações nas condições dos financiamentos;

    • Evite comprometer demasiadamente seu orçamento com dívidas;

    • Evite empréstimos de longo prazo que além de representarem custos maiores, comprometem sua renda por longo período;
    • Após regularizar seu cheque especial e cartão de crédito, evite entrar novamente nestas duas modalidades de crédito, uma vez que cheque especial não é renda e por isso deve ser usado por período curto e emergencial;
    • Se possível adie suas compras para juntar o dinheiro e comprar à vista evitando o juros. Entretanto caso isso não seja possível pesquise muito, barganhe e compre nos menores prazos possíveis (quanto menor o prazo menor a incidência de juros).
    • Nunca deixe de pesquisar preços do produto em diversas lojas concorrentes, você irá achar uma loja com um valor mais barato.
    • Sempre que for adquirir algo, negocie o preço, pechinche. “Mesmo que achar barato”.
    • Antecipe suas compras de Natal. Quanto mais próximo das festas deixar para comprar, mais caro os produtos ficarão. Outras compras podem ser feitas em janeiro, quando há “queima de estoques” nas lojas.
    • Não compre produtos recentemente lançados no mercado. Corre-se o risco de pagar caro. Procure comprar o produto na época de oferta maior. A redução do preço pode chegar a até 50%.
    • Produtos que irão sair de linha também não são uma boa opção de compra. Um carro, por exemplo, no momento em que for vender, terá uma redução significativa do valor.









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